quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Reflexão Individual - Segurança na Internet

É incrível hoje em dia o quanto os telemóveis, os tablets, a rede WIFI, etc... enfim toda esta gama de equipamentos e serviços podem facilitar o nosso dia-a-dia, dando o uso mais correcto ou não, este texto faz nos pensar que estes pequenos dispositivos que carregamos dentro dos bolsos são equiparados a armas, quando usadas para “eliminar” a concorrência, por exemplo através de ataques DdoS podemos sobrecarregar servidores de uma grande empresa  e influenciar ou parar os seus serviços para que os seus clientes sofram e que levem a abandonar estes serviços, perdendo a empresa e milhares de euros, e se não for suficientemente forte acabar por falir. Muitas vezes são feitos por hackers pagos por empresas rivais e que são gerados por estes equipamentos de bolso que levamos para todo o lado através da rede WIFI e da nanotecnologia, mais comum como o NANO SIM que hoje em dia todos os telemóveis modernos usam um, falei em servidores e ataques a grandes empresas mas também por exemplo podemos imaginar hackers a lançarem um sinal para desactivar alarmes de casas para que outros possam “assaltar” à maneira antiga como por exemplo.
A WEB é um mundo dentro do nosso mundo, estes hackers estão salvaguardados para continuar a aumentar os seus estragos e a continuar a realizar os seus golpes sem que sejam descobertos, operando pelos meios de comunicação e pela Dark web ou Deep web, um lugar na web sem leis onde os servidores são anonimatos e sem registo. Todos os seus usuários estão debaixo desta rede de anonimato com a sua identidade protegida e que dentro de esta vendem armas, droga, etc... E com estas condições o cibercrime tem muita margem para progredir sem barreiras para os travar. Hoje são empresas a ir abaixo, amanhã cidades.
Estes dispositivos que usamos diariamente podem ser os olhos de quem quer fazer mal se estes o quiserem, como por exemplo através das câmaras podem aceder e ver a nossa localização, entrar nos nossos smartphones através das redes WIFI ou da nanotecnologia e  roubar passwords, como das redes sociais e muito mais grave aceder às nossas contas bancárias, sim porque hoje em dia todos os bancos disponibilizam uma plataforma NET. E será que estamos seguros ao usar essas plataformas pelos nossos smartphones ou até mesmo nos nossos computadores em casa com a nossa rede privada? Relembrando que até pessoas importantes que revolucionaram o mundo tecnológico como Bill Gates viram e certamente que ainda vêem hackeadas as suas contas bancárias. Tanto que Bill Gates aprimorou a WEB ao apresentar um software que seria utilizado por todo o mundo, a Microsoft, que desde da sua 1º versão até aos dias de hoje existem sempre actualizações de segurança devido ao mundo estar sempre em constante mudança e que nunca estamos seguros.
Existem dezenas de empresas/companhias que prestam serviços de segurança informática como a Kapersky, Norton, ESET NOD32 que lançam e relançam anti-vírus e aplicativos pagos para smartphones/computadores para proteger os nossos dados. Uma questão pertinente sobre este assunto que pode estar à volta de dinheiro, é o facto de estas empresas ganhando a vida ao nos protegerem de vírus e possíveis furtos de dados, não poderão estar relacionados com a própria introdução do vírus na web? Criando a necessidade às pessoas de comprar os seus serviços? Basicamente é para onde o marketing das empresas é direccionado, para a necessidade dos seus clientes.
E creio que nós somos muitas vezes os culpados por estes acontecimentos, porque a meu ver entendemos muito pouco desta matéria, pois a Internet é um mundo muito amplo como já disse e as oportunidades que existem para os hackers terem sucesso são bastantes, hoje em dia toda a gente tem email e certamente que já recebemos mensagens de “Entre aqui, ganhou 20,000,000€” e devido ao pouco conhecimento de muitas pessoas ou por ingénuas que estas sejam carregam e a partir daí está feita a ligação entre a pessoa que lançou esse email e os nossos dados. Falei nesta situação dos e-mails que são um pouco caricata, mas embora verdade.
Existindo outras formas, como os downloads que deve ser uma das vias mais utilizadas pelos hackers manipulando os ficheiros, outra também muito subtil são banners de publicidade que encontramos muitas vezes enquanto estamos a fazer pesquisa para trabalhos ou a ver coisas na Internet para comprar, basta um simples clique até mesmo sem querer, mensagens correntes que passam nas redes sociais, mensagens estas que até já foram reportadas através dos telejornais a alertar os usuários destas redes, para não falar que muitos usuários  podem ser crianças que os pais não monitorizam muito a sua actividade na web.
As gerações futuras entram neste mundo muito cedo, por exemplo vemos muitos pais a entreter os seus filhos com tablets e hoje em dia qualquer criança de 10 anos já tem total conhecimento da web e acedem a jogos, a vídeos e desconhecem os perigos a que estão a ser expostos.
Por fim gostaria de dizer que as novas tecnologias são uma mais valia para a nossa vida e que essa mais valia é consoante o uso que damos, por exemplo um cidadão comum pode efectuar transacções bancárias onde quiser, sem se deslocar ao banco, poupando muito tempo, ou por outro lado as novas tecnologias também são uma mais valia para o cibercrime. 
Cabe aos utilizadores informarem-se sobre os perigos existentes na Internet para minimizar possíveis acontecimentos.



Bibliografia


Oliveira, Pedro Miguel (2016), Quem vigia a Internet de Todas as Coisas? , Online, disponível em  http://exameinformatica.sapo.pt/opiniao/2016-11-16-Quem-vigia-a-Internet-de-Todas-as-Coisas-
Sem Autor (2016), Internet das Coisas tem muitos benefícios mas deve ser usada com algum cuidado,  Online, disponível em  http://tek.sapo.pt/noticias/internet/artigo/internet_das_coisas_tem_muitos_beneficios_mas_deve_ser_usada_com_algum_cuidado-49539ust.html
Vasconcelos, Paulo (2016), O surfista e a onda: fraude na internet, Online, disponível em  http://visao.sapo.pt/opiniao/silnciodafraude/2016-11-03-O-surfista-e-a-onda-fraude-na-internet

Belanciano, Vítor (2014),  Não são apenas as celebridades que estão a nu na internet, Online, disponível em  https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/nao-sao-apenas-as-celebridades-que-estao-a-nu-na-internet-1668563

Tatiana Amorim nº140142048

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Reflexão Individual - Segurança na Internet

A atualidade é caracterizada pela era digital, em que milhões de utilizadores, incluindo crianças e jovens, de diferentes culturas e estilos de vida, acedem à Internet com uma maior frequência. Apesar do mundo digital proporcionar inúmeras oportunidades e potencialidades, este também possibilita o acesso a riscos que ameaçam a nossa segurança e bem-estar, pelo que é necessário que os seus utilizadores estejam conscientes dos riscos que o seu uso e que tipo de procedimentos é necessáriosadotar para ajudar na sua proteção.  

A 30 de Abril de 1993 o CERN (Organização Europeia para a Investigação Nuclear) estabeleceu a Internet (WWW – World Wide Web) e consequentemente houve uma explosão de servidores e serviços com utilizadores a disponibilizar e a aceder a informação, que por sua vez foi caracterizada como o Big Bang da era da informação (Vasconcelos, 2016). O mesmo autor sublinha que, atualmente, a Internet está presente em todos os setores de atividade e que para alguns é considerada uma componente indispensável. Sendo que existem empresas que são apenas encontradas na WWW (World Wide Web) e modelos de negócio que se baseiam única e exclusivamente em plataformas web (Vasconcelos, 2016), como por exemplo as aplicações da Uber e da Airbnb que estabelecem uma ligação direta entre consumidores e fornecedores através do uso de smartphones e tablets. Inclusive compras de seguros, de produtos sem o contacto direto, de passagens aéreas, etc., são realizadas através da Internet, cujo ponto em comum é a entrega de dados, resultando numa partilha em excesso de informação pessoal o que por sua vez cria um problema de segurança.

Apesar das empresas que fornecem o software e hardware dos nossos computadores investirem na cibersegurança, esta ainda apresenta algumas falhas. Os smartphones, por outro lado, são mais suscetíveis a certos riscos. O seu desenvolvimento tecnológico permitiu que este aparelho se tornasse indispensável no dia a dia, no entanto, a sua evolução, em contrapartida, proporcionou uma maior acessibilidade por parte de outrem. Vasconcelos sublinha a fragilidade da comunicação entre smartphones por referir que “ao fazer uma chamada de A para B, um hacker pode passar a controlar e a recolher todo o conteúdo da conversa. O smartphone de B pode ser usado para atacar outros dispositivos escondendo a origem do ataque” (2016). Da mesma maneira um smartphone pode ser facilmente infetado por vírus que visam “roubar palavras-passe dos utilizadores, autenticações bancárias, ou mesmo envio de mensagens e chamadas para números de valor acrescentado” (Internet Segura, 2016). São os comportamentos que consideramos discretos, que em certos momentos apresentam maior risco de exposição, como por exemplo, uma câmara desbloqueada de um computador ou smartphone permite intercetar o que estamos a fazer, que por sua vez pode evidenciar situações comprometedoras.

Os ataques às empresas baseadas na Internet, nomeadamente à Amazon, ao Twitter, à Spotify, à NetFlix e ao New York Times, mencionados por Oliveira (2016), demonstram a facilidade em aceder aos dispositivos através de câmaras, que por sua vez têm ligação de dados, ou seja, são capazes de enviar e receber informações, e são encontram em computadores. É de referir que o exito dos mesmo ataques foi conseguido pelo acesso de outros dispositivos que pertencem à Internet das Coisas. Este ecossistema retrata a multiplicação de dispositivos conectados à Internet que permitem a recolha de dados e posterioremente operar consoante a mesma (Solutions, 2016). Hoje em dia a Internet das Coisas é encontrada em aparelhos utilizados no nosso quotidiano, como frigoríficos, televisões, sistemas de casa, pulseiras de fitness, ente outros. “Segundo a Statista, em 2020 vão existir 50 mil milhões de dispositivos de IoT (Internet of Things) ligados” (Oliveira, 2016), o que é alarmante pois significará uma maior ocorrência de possíveis invasões dos dispositivos e consequentemente a aquisição de informação, que pode incluir fotos, vídeos e dados pessoais. Os mesmos dados podem ser adquiridos com o propósito de venda e uso por empresas para qualquer fim (Vasconcelos, 2016).

Não obstante aos riscos apresentados relativamente ao uso da Internet e da Internet das Coisas, ambos possuem inúmeras vantagens. A Internet, atualmente, proporciona novas formas de jogar, de comunicar de forma gratuita, de viajar e de novas formas de carreira, baseadas em plataformas web, como ser um(a) youtuber (Torres & Rodrigues, 2014). A Internet das Coisas, através da ligação de todos os dispositivos, engloba benefícios à nossa sociedade, proporcionando uma melhor qualidade de vida. Tendo como exemplo a sua utilização no sector da Saúde em que a implementação de chips, poderá tornar o diagnóstico mais rápido e proativo, ou no sector de transportes em que poderá a vir ser possível os automóveis comunicarem uns com os outros, permitindo assim uma maior eficiência nas viagens efetuadas e reduzindo drasticamente o número de acidentes rodoviários (Correia, Silveira, Venancio & Virtudes, 2011). Em suma as Novas Tecnologias são uma mais valia, no entanto devido à sua funcionalidade e ao poder atribuído as mesmas, estas possuem riscos, pelo que é de a responsabilidade dos seus utilizadores adquirirem conhecimento sobre as suas limitações e aplicarem as regras durante o seu uso, como também atualizarem os equipamentos de modo que as falhas de segurança sejam reparadas (Vasconcelos, 2016).

Por último, mas não menos importante, como futura profissional da educação é necessário ensinar às crianças como utilizar a Internet de forma segura, advertindo-as para os seus perigos, como também apresentar as suas vantagens, em oposição à imposição de limites e regras, pois existe a possibilidade de as contornarem.

Bibliografia

Correia, J.; Silveira, C., Venancio, R. e Virtudes, J. (2011). Sistemas de Recuperação de Informação. Trabalho da disciplina de Seminário de Sistemas e Tecnologias da Informação I. Universidade Atlântica, Portugal. Obtido em 25 de Novembro: http://ssti1-1112.wikidot.com/a-internet-das-coisas.

Guerreiro, A. (18 de Julho de 2014). A máquina Google. Público. Obtido em 25 de Novembro de 2016, de https://www.publico.pt/2014/07/18/culturaipsilon/noticia/a-maquina-google-1663271

Internet Segura. (2016). Smartphones e Tablets. Obtido em 25 de Novembro de 2016, de Internet Segura: http://www.internetsegura.pt/riscos-e-prevencoes/smartphones-e-tablets#what

Oliveira, P. M. (16 de Novembro de 2016). Quem vigia a Internet de Todas as Coisas? Exame Informática. Obtido em 25 de Novembro de 2016, de http://exameinformatica.sapo.pt/opiniao/2016-11-16-Quem-vigia-a-Internet-de-Todas-as-Coisas-

Torres, J. & Rodrigues, R. (Novembro de 2014). PowerPoint Segurança na Internet. Obtido em      16 de Novembro de 2016, de Escola Superior de Educação na Unidade Curricular Língua Portuguesa Tecnologia de Informação e Comunicação: http://moodle.ips.pt/1617/pluginfile.php/89711/mod_resource/content/1/sessao_ESE_LPTIC.pdf

Solutions, A. S. (2016). Internet of Things (IoT). Obtido em 25 de Novembro de 2016, de SAS: http://www.sas.com/pt_br/insights/big-data/internet-das-coisas.html

Vasconcelos, P. (3 de Novembro de 2016). O surfista e a onda: fraude na internet. Visão. Obtido em 25 de Novembro de 2016, de http://visao.sapo.pt/opiniao/silnciodafraude/2016-11-03-O-surfista-e-a-onda-fraude-na-internet

Discente: Ísis Montenegro nº 140142069

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Stripgenerator

Stripgenerator é um site que permite a criar os nossos próprios comics. Proporciona um conjunto fixo de personagens, itens e símbolos, fáceis de manusear, de modo a criar vinhetas únicas e personalizadas. Após a sua exploração, criámos a seguinte tira:



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Tux Paint

Tux Paint é um programa gratuito de desenho, cujo público alvo são crianças dos 3 aos 12 anos, uma vez que exige familiaridade com o rato do computador. Este programa apresenta inúmeras ferramentas de desenho, tais como pincéis, carimbos, linhas, borrachas de diferentes tamanhos e efeitos especiais que incluem arco-íris, relva, espuma, etc. Ainda possibilitam a introdução de textos, retroceder vários passos e utilizar uma vasta seleção de cores. 

Após a sua exploração podemos concluir que as diferentes funcionalidades e ferramentas existentes para além de desenvolverem a criatividade, imaginação e a motricidade fina da criança, também introduzem e aprofundam conceitos como os vários polígonos, eixos de simetria, as diferentes cores e texturas visuais, pelo que este programa pode ser utilizado em sala de aula, tanto em diferentes matérias, como em diferentes anos de escolaridade. Por outro lado possibilita a incorporação das TIC.

É de referir que encontrámos algumas vantagens, nomeadamente a vasta seleção de idiomas, incluindo o português, a fácil identificação dos ícones dos botões e a sua alta capacidade de entretenimento. Entre as desvantagens destacamos a impossibilidade quer de modificar o desenho escolhido, quer de o guardar noutra plataforma além do próprio programa.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O Jogo Online

Craque das letras

No âmbito na Unidade Curricular Língua Portuguesa Tecnologia de Informação e Comunicação foi solicitado que encontrássemos um jogo educativo interativo para apoio à Língua Portuguesa e posteriormente com base na leitura de textos disponibilizados pela docente, produzir um texto que descrevesse o jogo escolhido e incluísse um reflexão sobre o mesmo.

O jogo seguinte pode ser indicado para crianças do pré-escolar e do 1º ano, cujas aprendizagens incidem no contacto com a grafia das palavras e na construção das mesmas através da escrita e da leitura.






A integração das TIC no processo de ensino-aprendizagem: uma opção ou uma necessidade?

De modo a equacionar a importância da integração das TIC no processo de ensino-aprendizagem é necessário analisar a evolução da escola e das novas tecnologias, como também os problemas associados à sua utilização. O termo TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação), “refere-se à conjugação da tecnologia computacional ou informática com a tecnologia das telecomunicações e tem na Internet e mais particularmente na World Wide Web a sua mais forte expressão” (Miranda, 2007, p. 43).

Os sistemas escolares não superiores, enquanto sistemas dirigidos às massas surgem apenas no século XIX, resultado da Industrialização e da necessidade de proteger as crianças de serem exploradas como mão de obra barata (Figueiredo, 2000). Comparativamente, no início do século XXI, a preocupação incide na obtenção e construção do conhecimento e da sua transformação em atividades sociais integradas (Figueiredo, 2000). No entanto ainda hoje a escola apresenta caraterísticas mecanicista, nomeadamente as campainhas que tocam de hora em hora, a disposição das mesas, a apresentação de temas fora de contexto, a instrução de ouvir e responder, a memorização e reprodução de textos, os currículos nacionais rígidos, atitude dos professores e consequentemente a transformação do conhecimento em produto material (Figueiredo, 2000).

A globalização e o desenvolvimento científico e tecnológico, verificadas no campo da informação (Fidalgo, 2009) permitiram que gerações mais novas, especialmente os alunos, facilmente usufruíssem das novas tecnologias, seja de forma social, lúdica ou de carácter formativo (Paz, 2008). "Falar de novas tecnologias é falar do computador pessoal, cada vez mais portátil, dos telemóveis que são muito mais do que isso [...], dos videojogos, pólo de eterna discussão sobre as suas virtudes educativas ou de como ligar a aprendizagem ao lúdico, das aplicações informáticas utilizadas com fins educativos, das plataformas de gestão da aprendizagem (...), que permitem o alargamento do espaço e tempo de aprendizagem para além da tradicional sala de aula e, em especial, da Internet” (Paz, 2008, p. 2). A adaptação das escolas não deve passar apenas pela integração dos novos media mas também pela atualização das aprendizagens (Figueiredo, 2000), uma vez que verificamos frequentemente a divulgação de conteúdos educativos sem considerar que o seu significado está dependente do contexto de interação e atividade (Figueiredo, 2000).

São os professores mais velhos que apresentam uma maior resistência na utilização das novas tecnologias, quer pela dificuldade na sua utilização, pela falta de diligência em reformular conteúdos, estratégias e materiais didáticos, ou pela falta de recursos que persiste nas escolas (Paz, 2008). Segundo Botelho (2006), todos os avanços e desenvolvimentos científicos e tecnológicos constituem mudanças significativas na sociedade, pelo que é da responsabilidade da Educação, e consequentemente dos professores, “assegurar a todos os estudantes as aprendizagens e competências que lhes permitam participar plenamente na vida social” (Botelho, 2006). Paz (2008) realça que a utilização de novas tecnologias ou a falta de uso das mesmas não é um indicador de bons ou maus professores, no entanto consideramos que a integração das TIC no processo de ensino-aprendizagem é uma necessidade, visto que a nova geração de alunos denominados de nativos digitais, possuem características que não são compatíveis com método de ensino arcaico, uma vez que estão acostumados a processos de busca de informação mais autónomos (Gomes & Carvalho, 2008).

O uso das TIC na dinamização das aulas, nomeadamente o uso de plataformas online, como o Moodle, os quadros interativos, os projetores de vídeo, a televisão e a Internet, proporciona uma maior variedade de estratégias de ensino permitindo que o aluno tenha um papel ativo na sua aprendizagem (Fidalgo, 2009). Contudo, realçamos que as TIC devem ser consideradas como um complemento ao ensino, tendo em conta que a utilização da Internet não substitui a capacidade de interpretar e de refletir sobre a informação encontrada (Paz, 2008). Por esta razão o professor deverá encarar um papel de mediador. Em casos de infoexclusão em que famílias por razões económicas, geográficas ou pessoais não têm conhecimento, que por sua vez origina na falta ou impossibilidade de acesso a informação, nomeadamente através das novas tecnologias de comunicação, como a Internet (Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2008-2013), é necessário o uso da flexibilização como estratégia, respeitando os tempos individuais de aprendizagem de competências (Fidalgo, 2009).“O maior desafio dos novos media é […] o de construir comunidades ricas em contexto, onde a aprendizagem individual e colectiva se constrói e onde os aprendentes assumem a responsabilidade, não só da construção dos seus próprios saberes, mas também da construção de espaços de pertença onde a aprendizagem colectiva tem lugar.” (Figueiredo, 2000, p. 3)

Bibliografia

Botelho, F. (2006). Textos e literacias . Setúbal na Rede, 1-3.

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. (2008-2013). Infoexclusão. Obtido de Priberam : http://www.priberam.pt/dlpo/infoexclus%C3%A3o

Fidalgo, P. (Março de 18 de 2009). O Ensino e as Tecnologias da Informação e Comunicação. Setúbal na Rede, 1-2. Obtido de Setúbal na Rede: http://setubalnarede.pt/

Figueiredo, A. D. (2000). Novos Media e Nova Aprendizagem. Novo Conhecimento/Nova Aprendizagem, 1-3. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Gomes, T. S., & Carvalho, A. A. (2008). Jogos Como Ferramenta Educativa: de que forma os jogos online podem trazer importantes contribuições para a aprendizagem. Actas da Conferência ZON | Digital Games (pp. 133-140). Braga: Universidade do Minho.

Miranda, G. L. (2007). Limites e possibilidades das TIC na educação. Revista de Ciências da Educação, 41-50.

Paz, J. (17 de Abril de 2008). Educação e Novas Tecnologias. Educação Setúbal na Rede, 1-2. Obtido de Setúbal na Rede: http://setubalnarede.pt/